IDENTIque SINTOMAS

Cálculo Urinário

Também chamado de litíase, é uma doença causada pela precipitação anormal de cristais no sistema urinário gerando a formação de cálculos (pedra nos rins). Pode acometer homens, mulheres e crianças. A dor em cólica é o principal sintoma, porém dependendo da localização os cálculos urinários podem ser assintomáticos. 

Tratamento: Pode variar, desde observação até cirurgia. No caso de cirurgia, na maioria dos casos, é possível realizar por meio de técnica minimamente invasiva A decisão do tipo de tratamento mais indicado a cada caso deve ser feita após consulta com urologista.

Hiperplasia Benigna da Próstata

É uma condição caracterizada pelo aumento do tamanho da próstata sendo o tumor benigno mais comum no homem.Os pacientes atingidos pela doença apresentam sintomas urinários flutuantes, com períodos de exacerbação do quadro e períodos espontâneos de melhora. Porém se não tratados podem evoluir com complicações como retenção urinária, litíase vesical, infecção urinária, insuficiência renal e hematúria macroscópica.

Tratamento: Quadros de prostatismo incipiente deve ser apenas acompanhado periodicamente, e os casos com sintomas e desconforto moderados devem receber terapêutica medicamentosa, já os pacientes com manifestações clínicas exuberantes devem ser tratados cirurgicamente. Dentre os modos do tratamento cirúrgico, a ressecção transuretral da próstata e a cirurgia abdominal aberta constituem as formas mais eficientes para se tratar pacientes com a doença.

Câncer de Próstata

Excetuando-se os tumores cutâneos, o Câncer de Próstata (CAP) é o mais comum do homem. Atualmente devido conscientização da população à detecção precoce onde a doença é assintomática e localizada as possibilidades de cura são maiores.Os fatores de risco determinantes para o desenvolvimento do câncer de próstata não estão completamente estabelecidos. Embora alguns foram já identificados: idade elevada, origem étnica e hereditariedade.

Tratamento: É importante a compreensão das varias opções de tratamento para câncer de próstata antes tomar a decisão mais adequada para o seu caso. A avaliação de um uro-oncologista vai ajudar na escolha. Esse especialista será capaz de fornecer as informações de cada tratamento assim como os resultados esperados. As possibilidades de tratamento dependem de: agressividade do tumor, estado de saúde do paciente e expectativa de vida.

INFECÇÃO URINÁRIA

É um quadro infeccioso que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é mais comum na parte inferior do trato urinário, do qual fazem parte a bexiga e a uretra. As infecções do trato urinário são extremamente comuns, especialmente em mulheres sexualmente ativas entre 18 e 24 anos. Embora não seja tipicamente complicada ou cause risco de vida, ela causa dor e afeta negativamente a qualidade de vida da paciente, como dor e sensação de queimação ao urinar, entre outros sintomas.

Tratamento: Cada caso é avaliado pelo médico, mas geralmente a orientação é para o uso de antibiótico. Durante o tratamento recomenda-se não tomar nenhum outro medicamento sem o conhecimento do médico e beber cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia. Dessa forma, aumenta-se a produção de urina e esta fica menos concentrada, o que ajuda a eliminar as bactérias do organismo.

Disfunção Erétil

Disfunção erétil (DE), também conhecida como impotência sexual, é a incapacidade de ter ou manter uma ereção para um desempenho sexual satisfatório. É um problema de saúde do homem que aumenta com a idade, acometendo 10% dos homens até os 49 anos, 35% entre 50-59 anos e até 61% nos homens com mais de 70 anos.A DE se associa a uma série de fatores e doenças como desordens psiquiátricas ou psicológicas, problemas prostáticos, tabagismo, medicações, alterações hormonais, condição socioeconômica e doenças crônicas, sendo os principais: problemas cardíacos, diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata.O diagnóstico é basicamente clínico, dependendo da história clínica e exame físico do paciente. Exames complementares podem ajudar a identificar algumas causas.

Tratamento: É específico para a condição que está causando o problema, sendo de fundamental importância a identificação dos fatores de risco. Como medidas gerais, o médico urologista deve estimular hábitos saudáveis de vida, corrigir fatores de risco como tabagismo, sedentarismo e obesidade, fazer a reposição hormonal quando necessário, e supervisionar o correto tratamento de doenças cardíacas, psiquiátricas e psicológicas, o controle estrito do diabetes e sugerir a troca de determinadas medicações que possam estar prejudicando a ereção. A cirurgia para colocação de uma prótese peniana também pode ser indicada.

Câncer de Bexiga

Também chamado de litíase, é uma doença causada pela precipitação anormal de cristais no sistema urinário gerando a formação de cálculos (pedra nos rins).Pode acometer homens, mulheres e crianças. A dor em cólica é o principal sintoma, porém dependendo da localização os cálculos urinários podem ser assintomáticos. 

Tratamento: Pode variar, desde observação até cirurgia. No caso de cirurgia, na maioria dos casos, é possível realizar por meio de técnica minimamente invasiva A decisão do tipo de tratamento mais indicado a cada caso deve ser feita após consulta com urologista.

Câncer de Pelve e Ureter

São chamados de tumor do trato urinário superior, são raros e de difícil visualização endoscópica. Os tumores de pelve renal correspondem a 10% dos tumores renais e 5% dos tumores uroteliais. São mais comuns em homens acima dos 65 anos.Tabagismo (ex-fumantes ainda têm duas vezes mais chance de desenvolver o tumor), abuso de analgésicos, exposição a agentes químicos (plástico, piche, asfalto), infecção urinária crônica e hereditariedade.

Tratamento: Pode ser realizado nefroureterectomia radical. Em alguns casos pode ser realizada a ressecção endoscópica das lesões.

Câncer de Pênis

Câncer raro, frequente em população de baixo nível socioeconômico com incidência de 2,9-6,8/100.000 habitantes, corresponde a 2% das neoplasias malignas do homem. Causado por fimose, má higiene, tabagismo e HPV.

Tratamento: Realizado por meio de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, para eliminar o tumor primário e as metástases quando presentes. Pode ser indicada a amputação parcial ou total do pênis, dependendo do nível de acometimento. A amputação parcial permite que o paciente tenha ereções e relações sexuais posteriormente.

Câncer de Rim

O Câncer de Rim (CR) corresponde a aproximadamente 3% dos tumores malignos em adultos. Nos Estados Unidos, são diagnosticados cerca de 65 mil novos casos por ano e aproximadamente 14 mil pessoas morrem pela doença. Embora a mortalidade relacionada ao CR esteja em queda devido ao maior acesso aos métodos diagnósticos, esse tumor urológico é bastante agressivo quando em estágios mais avançados.O fator de risco mais importante relacionado à doença é a história familiar, principalmente a presença de uma doença conhecida como Von-Hippel-Lindau (VHL).

Tratamento: A partir dos achados da tomografia ou ressonância, o urologista propõe o tratamento cirúrgico, que consiste na extirpação parcial ou total do rim acometido. Dependendo de cada caso, poderá ser adicionado um tratamento mais moderno com medicações denominadas de alvo molecular, na tentativa de bloquear o crescimento ou reaparecimento do tumor. Quimioterapia e radioterapia raramente são utilizadas porque o CR é resistente a essas modalidades de tratamento complementar.

Câncer de Testículo

O câncer de testículo representa o tumor sólido que mais acomete jovens do sexo masculino entre 15 e 45 anos. Apesar de raro, representa cerca de 1% dos cânceres nos homens. São unilaterais em sua maioria. No Brasil, acomete 2,2 pacientes em 100 mil homens. Seus principais fatores de risco são: Criptorquidia, história familiar, disgenesia testicular, Síndrome de Klinefelter, infertilidade e portadores de HIV.O diagnóstico é feito com a presença de nódulo e massa ou aumento do testículo, na grande maioria dos casos, indolor. Na palpação testicular, quando o tumor é detectado, pode estar associado à hidrocele em 10 a 20% dos casos.

Tratamento: A lesão primária deve ser removida por meio de orquiectomia radical. De maneira geral, o tumor responde bem a quimioterapia. Existe ainda a possibilidade de linfadenectomia retroperitoneal em casos selecionados.

Escroto Agudo

As principais causas são: orquite, epididimite, orquiepididimite, torção testicular ou de seus apêndices e trauma. Outras causas como a presença de tumores, outros tipos de infecção e vasculites também podem gerar um quadro de escroto agudo. As torções são mais comuns em crianças e adolescentes, enquanto que as inflamações e o trauma são mais comuns em indivíduos adultos. O mais importante é identificar a causa da dor testicular, porque pacientes que apresentam a torção testicular devem ser submetidos a um tratamento cirúrgico de urgência. Esse diagnóstico é dado após avaliação do especialista e a realização de alguns exames, como o ultrassom com Doppler da bolsa escrotal.

Tratamento: O fator mais importante na decisão cirúrgica é o tempo de torção testicular e posterior avaliação da viabilidade do mesmo. Na maioria dos casos de trauma testicular o tratamento também é baseado em medicamentos.

Fimose e Parafimose

A fimose é definida como a incapacidade ou dificuldade de retrair o prepúcio (pele que cobre a cabeça do pênis) e pode ocorrer em homens de todas as idades. Pode apresentar dor e o aumento da sensibilidade na cabeça do pênis (glande) com desconforto no momento das relações sexuais ou masturbação. Além disso, a fimose aumenta a chance de um indivíduo contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST) como a sífilis, gonorréia, HPV e HIV. Outras situações que geralmente são favorecidas pela presença da fimose são a candidíase e infecção urinária.O diagnóstico é através do exame físico. 

A parafimose ocorre em casos grave de fimose, onde o prepúcio retrai com muita dificuldade, mas é incapaz de retornar à sua posição original para cobrir a glande. A parafimose dificulta a chegada de sangue no pênis, o que pode trazer sérios problemas. É importante a consulta com um especialista para o diagnóstico  o mais rápido possível.

Tratamento: um procedimento (cirúrgico) para a retirada do prepúcio, denominado postectomia. Em crianças, essa cirurgia é realizada com anestesia geral e em homens com anestesia local e sedação. O paciente retorna às suas atividades em torno de 5 a 10 dias. Em crianças, uma pomada pode ser aplicada no local por um período prolongado, na tentativa de resolução do problema sem a necessidade de cirurgia. Contudo, cada paciente deve ser avaliado por um Urologista.

HPV – Papilomavírus Humano

O HPV, ou papilomavírus humano, compreende uma família de vírus com quase 200 subtipos. São vírus que podem infectar a pele de qualquer parte do corpo e da região genital, incluindo pênis e bolsa escrotal nos homens e qualquer parte da vulva, vagina e colo do útero em mulheres. A infecção do canal urinário (uretra) pode ocorrer em ambos os sexos. Além disso, o HPV pode infectar qualquer órgão do corpo em indivíduos com imunidade baixa, como nos infectados pelo HIV.A infecção depende de contato direto prolongado do vírus com a pele de qualquer parte do corpo ou região genital. Estima-se que 1-2% da população sexualmente ativa apresente a infecção ativa pelo HPV, estando diretamente relacionado a fatores de risco como idade, comportamento sexual, uso de preservativo, tabagismo e a presença de outras doenças sexualmente transmissíveis. Considerando a infecção genital pelo HPV, existem basicamente duas classes de vírus: aquela cujos vírus causam apenas as verrugas genitais (também denominada de condiloma acuminado, popularmente conhecida como “crista de galo”) e uma segunda classe associada ao câncer de colo de útero na mulher.

Tratamento: Vários métodos podem ser utilizados no tratamento do HPV, sendo os mais utilizados a cauterização elétrica ou química. Um dos fatores mais importantes no sucesso do tratamento é o entendimento do problema por parte do paciente e o acompanhamento de perto pelo médico especialista, que geralmente é o urologista para os homens e o ginecologista para as mulheres.Já existem vacinas contra o HPV: a bivalente e a quadrivalente. Estudos demonstraram que elas são seguras e efetivas, mas não são capazes de curar a infecção já instalada.

Incontinência Urinária

É a perda involuntária de urina pelo paciente. É uma condição muito comum na prática clínica do urologista. Pode atingir homens, mulheres e crianças;Existem diversas causas de incontinência urinária. Alterações anatômicas, infecciosas, funcionais , neurológicas, traumáticas podem comprometer o funcionamento adequado do trato urinário.Como exemplo podemos citar a incontinência urinária de esforço, condição bastante comum em mulheres, que é caracterizada pela perda involuntária de urina aos esforços que aumentam a pressão intra abdominal (atividade física , tosse por exemplo). É fundamental uma avaliação clínica por médico urologista para identificar as possíveis causas e realizar a investigação diagnóstica adequada para cada caso.

Tratamento: varia desde medidas comportamentais, medicamentos e fisioterapia até a necessidade de procedimentos cirúrgicos.

Uretrite

É a inflamação aguda da uretra masculina (canal da urina) que ocorre pela instalação e desenvolvimento de microorganismos (bactérias). É considerada doença sexualmente transmissível (DSTs). As uretrites são caracterizadas clinicamente pela ardência/dificuldade ao urinar e secreção uretral clara ou amarelada.

Tratamento: Por meio de antibióticos, anti-inflamatórios e outros cuidados direcionados pelo médico especialista. O mais importante é o uso de preservativo em qualquer relação sexual.